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14.02.12
Campanha do Dia Mundial do Rim
No próximo dia 08 de Março de 2012, pelo sétimo ano consecutivo, teremos a campanha do Dia Mundial do Rim, com o tema “Rins em Defesa da Vida”. O objetivo dessa campanha é chamar atenção das esferas governamentais e da população em geral sobre as questões relacionadas à Doença Renal Crônica (DRC). Atualmente, a DRC é considerada um problema de saúde pública mundial, sendo que em todo o mundo mais de um milhão de pessoas estão em diálise e outros tantos milhões apresentam algum grau de perda de função renal. Quando levamos em conta os pacientes com DRC leve a moderada, os números são ainda mais assustadores.Estudos populacionais em diferentes países têm demonstrado prevalência de Doença Renal Crônica (DRC) de 7.2% para indivíduos acima de 30 anos e 28% a 46% em indivíduos acima de 64 anos. Em seus estágios avançados, a DRC está relacionada à aumento de internações hospitalares, mortalidade cardiovascular, grande impacto na qualidade de vida e elevados custo para a saúde pública. Mesmo em estágios iniciais, como o estágio II (filtração glomerular entre 60 e 90 ml/min), a chance de morrer por doença cardiovascular é 46% maior, sendo de 136% no estágio III, em relação a pacientes sem a doença renal. Em pacientes em diálise, a mortalidade eleva-se de forma assustadora: um indivíduo de 30 anos em diálise tem a chance de morrer semelhante à um indivíduo de 80 anos sem a doença renal.Os principais fatores de risco para a DRC são a hipertensão arterial, o diabetes melittus, sobrepeso, tabagismo, idade acima de 50 anos, história familiar de doença renal e o histórico pessoal de algum tipo de doença renal. Entre a população adulta brasileira, estima-se que tenham:· 30 milhões de hipertensos (24,4%),· 7 milhões de diabéticos (5,8%)· 17 milhões de obesos (13,9%)· 17 milhões de idososEstima-se que no Brasil 10 milhões de indivíduos tenham algum grau de DRC. A prevalência de DRC é de 50/100.000 habitantes, inferior ao que é visto nos Estados Unidos (110/100.000) e no Japão (205/100.000) o que sugere que seja uma doença subdiagnosticada em nosso meio. De acordo com o último Censo da Sociedade Brasileira de Nefrologia existem mais de 90 mil brasileiros em diálise, sendo 90% em hemodiálise, com um custo anual de dois bilhões de reais. Na última década, houve um aumento de mais de 100% no número de pacientes em diálise. Como causa de DRC, o censo apontou 35,2% para hipertensão, 27,5% para diabetes, 12,6% para glomerulonefrites, 4,2% para doença renal policística e 20,5% para outros diagnósticos. A mortalidade dos pacientes em diálise é de 17%, sendo observado aumento progressivo nos últimos anos.Outra opção de tratamento para a DRC avançada é o transplante renal, que está associado a menores taxas de mortalidade a longo prazo, melhor qualidade de vida e menores custos para a saúde pública. O Brasil tem o maior programa público de transplante renal do mundo. Em 2010 foram realizados 4.657 transplantes de rim no Brasil, sendo 3003 com doador falecido e 1.654 com doador vivo. O número de transplante com doador falecido aumentou em cerca de 100% na última década e em 48% com doadores vivos. A maior dificuldade para a doação de rim entre pessoas com morte encefálica é a falta de informação por parte da família. Dessa forma, deve-se estimular que as pessoas expressem a sua vontade de ser doador aos seus familiares.Atualmente, o número de nefrologistas cadastrados na SBN é de 3.125 profissionais, o que corresponde a um especialista para cada 63.000 habitantes. Trata-se de uma distribuição desproporcional ao longo do território brasileiro: Sudeste – 1/45.000; Centro-Oeste – 1/63.300; Sul – 1/65.300; Nordeste – 1/98.000 e Norte – 1/139.000. Entre os mais de 5.500 municípios brasileiros só há nefrologista em 350.A identificação da DRC é simples e deve ser feita utilizando a dosagem de creatinina no sangue e a pesquisa de proteína no exame de urina. Utilizando-se a dosagem da creatinina e, através de fórmulas pré-estabelecidas, estima-se o ritmo da filtração glomerular. Por definição, é portador de DRC qualquer adulto com idade ³18 anos que, por um período³ três meses, apresentar filtração glomerular <60mL/min, assim como aqueles com FG >60mL/min/1,73m2, mas, com alguma evidência de lesão da estrutura renal (anormalidade urinária como, por exemplo, hematúria glomerular e/ou microalbuminúria/proteinúria ou uma alteração em exame de imagem renal como cálculo, cisto, etc.). Os pacientes podem ser classificados nos vários estágios da DRC:· Doença renal sem alterações na filtração glomerular (Estágio I)· Doença renal leve (Estágio II)· Doença renal moderada (Estágio III)· Doença renal grave (Estágio IV)· Doença renal avançada (Estágio V)Programas de prevenção devem ser incentivados e executados de maneira contínua. A implantação de estratégias de rastreamento e prevenção da DRC deve incluir orientação da população, profissionais de saúde, além de buscar apoio de órgãos nas diversas esferas governamentais.Será uma honra contar com a participação de suas Sociedades nesta campanha, através da divulgação do problema e da campanha junto aos seus membros. No portal da Sociedade Brasileira de Nefrologia (www.sbn.org.br/previna.htm) e em nossa sede temos materiais de divulgação com informações sobre doença renal para médicos e público em geral.Sociedade Brasileira de NefrologiaTel: (11) 5579.1242 / Fax: 5573.6000Rua Machado Bittencourt, 20504044-000 São Paulo - SPsecret@sbn.org.br www.sbn.org.br
Do site da SBA:
No próximo dia 08 de Março de 2012, pelo sétimo ano consecutivo, teremos a campanha do Dia Mundial do Rim, com o tema “Rins em Defesa da Vida”. O objetivo dessa campanha é chamar atenção das esferas governamentais e da população em geral sobre as questões relacionadas à Doença Renal Crônica (DRC). Atualmente, a DRC é considerada um problema de saúde pública mundial, sendo que em todo o mundo mais de um milhão de pessoas estão em diálise e outros tantos milhões apresentam algum grau de perda de função renal. Quando levamos em conta os pacientes com DRC leve a moderada, os números são ainda mais assustadores.
Estudos populacionais em diferentes países têm demonstrado prevalência de Doença Renal Crônica (DRC) de 7.2% para indivíduos acima de 30 anos e 28% a 46% em indivíduos acima de 64 anos. Em seus estágios avançados, a DRC está relacionada à aumento de internações hospitalares, mortalidade cardiovascular, grande impacto na qualidade de vida e elevados custo para a saúde pública. Mesmo em estágios iniciais, como o estágio II (filtração glomerular entre 60 e 90 ml/min), a chance de morrer por doença cardiovascular é 46% maior, sendo de 136% no estágio III, em relação a pacientes sem a doença renal. Em pacientes em diálise, a mortalidade eleva-se de forma assustadora: um indivíduo de 30 anos em diálise tem a chance de morrer semelhante à um indivíduo de 80 anos sem a doença renal. Os principais fatores de risco para a DRC são a hipertensão arterial, o diabetes melittus, sobrepeso, tabagismo, idade acima de 50 anos, história familiar de doença renal e o histórico pessoal de algum tipo de doença renal. Entre a população adulta brasileira, estima-se que tenham:
· 30 milhões de hipertensos (24,4%),
· 7 milhões de diabéticos (5,8%)
· 17 milhões de obesos (13,9%)
· 17 milhões de idosos
Estima-se que no Brasil 10 milhões de indivíduos tenham algum grau de DRC. A prevalência de DRC é de 50/100.000 habitantes, inferior ao que é visto nos Estados Unidos (110/100.000) e no Japão (205/100.000) o que sugere que seja uma doença subdiagnosticada em nosso meio. De acordo com o último Censo da Sociedade Brasileira de Nefrologia existem mais de 90 mil brasileiros em diálise, sendo 90% em hemodiálise, com um custo anual de dois bilhões de reais. Na última década, houve um aumento de mais de 100% no número de pacientes em diálise. Como causa de DRC, o censo apontou 35,2% para hipertensão, 27,5% para diabetes, 12,6% para glomerulonefrites, 4,2% para doença renal policística e 20,5% para outros diagnósticos. A mortalidade dos pacientes em diálise é de 17%, sendo observado aumento progressivo nos últimos anos.
Outra opção de tratamento para a DRC avançada é o transplante renal, que está associado a menores taxas de mortalidade a longo prazo, melhor qualidade de vida e menores custos para a saúde pública. O Brasil tem o maior programa público de transplante renal do mundo. Em 2010 foram realizados 4.657 transplantes de rim no Brasil, sendo 3003 com doador falecido e 1.654 com doador vivo. O número de transplante com doador falecido aumentou em cerca de 100% na última década e em 48% com doadores vivos. A maior dificuldade para a doação de rim entre pessoas com morte encefálica é a falta de informação por parte da família. Dessa forma, deve-se estimular que as pessoas expressem a sua vontade de ser doador aos seus familiares.
Atualmente, o número de nefrologistas cadastrados na SBN é de 3.125 profissionais, o que corresponde a um especialista para cada 63.000 habitantes. Trata-se de uma distribuição desproporcional ao longo do território brasileiro: Sudeste – 1/45.000; Centro-Oeste – 1/63.300; Sul – 1/65.300; Nordeste – 1/98.000 e Norte – 1/139.000. Entre os mais de 5.500 municípios brasileiros só há nefrologista em 350.
A identificação da DRC é simples e deve ser feita utilizando a dosagem de creatinina no sangue e a pesquisa de proteína no exame de urina. Utilizando-se a dosagem da creatinina e, através de fórmulas pré-estabelecidas, estima-se o ritmo da filtração glomerular. Por definição, é portador de DRC qualquer adulto com idade ³18 anos que, por um período³ três meses, apresentar filtração glomerular <60mL/min, assim como aqueles com FG >60mL/min/1,73m2, mas, com alguma evidência de lesão da estrutura renal (anormalidade urinária como, por exemplo, hematúria glomerular e/ou microalbuminúria/proteinúria ou uma alteração em exame de imagem renal como cálculo, cisto, etc.). Os pacientes podem ser classificados nos vários estágios da DRC: · Doença renal sem alterações na filtração glomerular (Estágio I)· Doença renal leve (Estágio II)· Doença renal moderada (Estágio III)· Doença renal grave (Estágio IV)· Doença renal avançada (Estágio V) Programas de prevenção devem ser incentivados e executados de maneira contínua. A implantação de estratégias de rastreamento e prevenção da DRC deve incluir orientação da população, profissionais de saúde, além de buscar apoio de órgãos nas diversas esferas governamentais.
Será uma honra contar com a participação de suas Sociedades nesta campanha, através da divulgação do problema e da campanha junto aos seus membros. No portal da Sociedade Brasileira de Nefrologia (www.sbn.org.br/previna.htm) e em nossa sede temos materiais de divulgação com informações sobre doença renal para médicos e público em geral.
Sociedade Brasileira de Nefrologia
Tel: (11) 5579.1242 / Fax: 5573.6000
Rua Machado Bittencourt, 20504044-000
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